Terremoto – A Falha de San Andreas: Crítica

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Título Original: San Andreas
Gênero: Ação, Aventura, Suspense
Duração: 114 min
Ano de lançamento: 2015
Direção: Brad Peyton
Roteiro: Carlton Cuse
Produção: Beau Flynn; Hiram Garcia e Tripp Vinson
Elenco: Dwayne “The Rock” Johnson (Ray); Carla Gugino (Emma); Alexandra Daddario (Blake); Ioan Gruffudd (Daniel Riddick); Paul Giamatti (Lawrence); Archie Panjabi (Serena)

Antes do lançamento, o ator Dwayne “The Rock” Johnson, que interpreta o personagem principal Ray, disse: “Com San Andreas esperamos que você se lembre dos efeitos visuais, da ação, mas também dos personagens“. O diretor Brad Peyton (dos fracos Como cães e gatos 2A Vingança de Kitty Galore, e Viagem 2 – A Ilha Misteriosa) disse que daria atenção à história, e por isso contratou o roteirista Carlton Cuse (que trabalhou em séries como Lost, Bates Motel e The Strain). Infelizmente, depois de tanta promessa com os personagens, o produto final não foi o esperado. O diretor disse que não iria fazer um espetáculo, e sim uma obra com uma trama profunda e com qualidade, o que não foi o caso. Mas no quesito computação gráfica, está impecável, são mais de 1.300 efeitos especiais, mas para um filme se tornar uma obra séria e respeitada, precisa muito mais do que isso.

O roteirista trata o espectador como uma criança, deixando tudo esquematizado e óbvio, tirando toda a surpresa da trama. Como por exemplo na cena em que Daniel Riddick, interpretado por Ioan Gruffurd, mostra para a enteada o arranha-céu em construção, que servirá de cenário para o 3º ato do longa. Nada é por acaso, tudo é simples e artificial, assim como os personagens que são apenas meros clichês, sem profundidade nenhuma. Temos o herói, o cientista, a mulher indefesa, a garota linda (que vai perdendo peças de roupa ao longo da projeção, o que também acontece em Jurassic World) e o covarde. No final, temos todo aquele papo de patriotismo americano, mostrando as bandeiras dos EUA com as pessoas unidas e preparadas para reconstruir as cidades devastadas pelo terremoto. Outro clichê. As atuações foram boas, com destaque ao The Rock, Carla Gugino e à belíssima Alexandra Daddario.

Além dos personagens fracos, e uma trama contada de uma maneira artificial e rápida só para as cenas de ação e destruição de cenário começarem logo, o enredo se parece bastante com o filme O Dia depois de Amanhã, de 2004. Algumas pessoas tem um certo preconceito com filmes-catástrofe, alegando que é apenas entretenimento, e eu também tenho esse preconceito, porém eu realmente achei que esse seria diferente. Eu não estaria ridicularizando o longa, se os produtores não tivessem feito propaganda enganosa dizendo que o filme traria muito mais que efeitos especiais. Se você quer assistir um filme feito para descontrair, com cenas de ação e efeitos deslumbrantes, esse é o filme, você não vai se decepcionar. Agora, se você quer um filme com personagens bem-feitos e uma trama profunda, passa longe.

Nota: 5/10

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